domingo, 17 de novembro de 2013

REFERÊNCIAS DE BLOG


Exemplos de referências de publicação em BLOG :


BRANDÃO, R.J.B. A importância do Letramento Estatístico no cotidiano do cidadão. São Luís, Junho de 2011. Disponível em: http://branndd.blogspot.com.br. Acesso em: 25 de mai 2012.

BRANDÃO, R.J.B. Relevância da Estatística na Atualidade. São Luís, Junho de 2013. Disponível em: http://branndd.blogspot.com.br. Acesso em: 09 de nov 2013.

IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA


Relevância da Estatística na atualidade

Raimundo Brandão

 

A relevância da Estatística pode ser observada pelo seu uso em organizações governamentais e não governamentais, onde instituições financeiras, econômicas e sociais necessitam de conhecimentos Estatísticos do mais elementar ao nível mais avançado, para que cidadãos comuns e profissionais em geral possam tomar decisões com fundamentos técnicos e científicos com certa margem de segurança.

O papel da Estatística nos últimos anos atingiu uma importância significativa para o desenvolvimento social e econômico. Instituições de pesquisa são criadas com fins específicos de atender as demandas de coleta, análise e interpretação de dados, para fins de planejamento tanto do Estado, como do Brasil. Ao destacar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE, que, de acordo com seu estatuto (Brasil, 2003), tem como missão retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania, por meio da produção, análise, pesquisa e disseminação de informações de natureza estatística- demográfica e socioeconômica, e geocientífica-geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental.

O IBGE, portanto, constitui-se no maior órgão de coleta, organização e análise de dados do Brasil, atendendo, assim, demandas de informações oficiais como os governos Federal, Estadual e Municipal, bem como a sociedade em geral.

Observa-se ainda que o IBGE, no desempenho de suas funções, oferece uma visão ampla, completa e atualizada do país, dentre outras questões, na produção de informações Estatísticas, na coordenação e consolidação destas informações e na coordenação dos sistemas estatísticos e cartográficos. (BRASIL, 2003)

Em nível internacional, a Associação Internacional para a Educação Estatística (IASE), em suas ações pelo mundo, procura promover, apoiar e melhorar a Educação Estatística em todos os níveis; e estimular a cooperação internacional, a discussão e pesquisa, disseminando ideias, estratégias, materiais e informações através de publicações e conferências internacionais. (Disponível em: < http://www.stat.auckland.ac.nz/~iase/>. Acesso em 19 de mar 2012)

Pode-se notar que, de acordo com o exposto, a Estatística tem uma aplicabilidade muito vasta na utilização de dados experimentais e contribui para o desenvolvimento cientifico.

portanto, na atualidade, a necessidade de conhecimentos estatísticos torna-se cada vez maior para as pessoas em geral, a fim de possibilitar uma melhor compreensão dos fenômenos da natureza, sociais e tomadas de decisão.

Para as tomadas de decisão, um dos procedimentos mais comuns e que tem o objetivo de estabelecer critérios que permitam distinguir entre diferenças reais e casuais, se uma amostra difere de maneira significativa dos resultados esperados e assim, se rejeita ou não rejeita as hipóteses estatísticas elaboradas, são os testes de significância.

Os testes de hipótese permitem por tanto, decidir estatisticamente e decidir consiste, tomar decisões sobre universo ou populações, com base em informações sobre amostras das mesmas.

Pimenta (2009) destaca a grande necessidade dos adultos, numa sociedade industrial, estarem capacitados (alfabetizados) estatisticamente para analisar e avaliar criticamente a informação, oriunda da organização de dados que os indivíduos podem encontrar em diversos contextos, e discutir e comunicar as suas concepções em relação a essas informações quando forem relevantes.

Diante da necessidade do cidadão comum e dos profissionais em geral, em domínios de conhecimentos estatísticos para decidir no cotidiano, alguns países introduziram o ensino deste conteúdo nos currículos escolares.

A Inglaterra foi um dos países pioneiros na inserção da estatística nos currículos de Matemática. Segundo Holmes (2002), no ano de 1961, o ensino de Estatística e Probabilidade, embora de maneira opcional, foi introduzido no currículo de Matemática para estudantes na faixa etária entre 16 e 19 anos.

Encontra-se em Lopes (2008) que não basta o cidadão entender porcentagens expostas em índices estatísticos, como as taxas de desenvolvimento populacional, de inflação ou desemprego, é necessário que o mesmo saiba analisar e relacionar criticamente os dados apresentados, analisando, interpretando, comparando e tirando conclusões das informações.

Os dados podem ser expostos por meio de tabelas e gráficos, sendo a representação gráfica muito eficiente  na transmissão das informações, segundo Carzola e Castro (2008), esta eficiência é possível por serem visualmente mais prazerosa e amena na percepção e raciocínio das pessoas, mas advertem sobre as contradições existentes no recebimento das informações em pesquisas com fundamentação observacional, experimental e estatística, cujos resultados, às vezes, não são compreendidos em função de serem divulgadas apenas conclusões de forma incompletas, descontextualizadas e distorcidas, mal compreendidas que induzem as pessoas a tomarem decisão de forma equivocadas.

De acordo com Cazorla e Castro (2008, p. 47):

Neste ponto, é preciso compreender que a maioria das informações provenientes de levantamentos estatísticos, na busca de estimar tendências e parâmetros, tem por base uma amostra, a partir da qual os parâmetros são estimados. Logo, as inferências obtidas, com base em dados amostrais, estão sujeitas a erros provenientes da própria amostragem. Também, deve-se compreender que por trás de toda informação veiculada pela mídia, existe um patrocinador, alguém que pagou pela pesquisa e que, portanto, essa não é neutra e responde a interesses de mercado.

Entende-se, desta forma, a extrema necessidade que pessoas comuns tenham conhecimentos em Estatística para o exercício da cidadania, pois, conforme Dallari (1998), a cidadania consiste nas possibilidades do indivíduo de participar ativamente da vida do governo e sua população, inserindo-o na vida social, e da tomada de decisões.

 

REFERÊNCIAS

BRANDÃO, R.J.B. “Formação do professor de Matemática para o ensino de estatística: Estudo sobre uma licenciatura de Matemática da universidade Estadual do Maranhão”. Tese de Doutorado. Universidade bandeirante de São Paulo. São Paulo, 2012.

BRANDÃO, R.J.B. Aprendizagem significativa em Estatística com estratégia de resolução de problemas: uma experiência com estudantes de Administração de empresa. Anais do 4º Encontro Nacional de Aprendizagem Significativa (4º ENAS). Garanhuns-Pe, 2012.

BRANDÃO, R.J.B. et al. Níveis de conhecimentos esperados dos estudantes no processo de aprendizagem em progressão aritmética; In: V Encontro Mineiro em Educação Matemática. Práticas Educativas em discussão. Lavras – MG, 2009. ISSN. 2176-0160.

BRANDÃO, R.J.B. Formação inicial do professor de Matemática e ensino de Estatística: contribuições para a formação de um currículo. In: II Seminário Internacional em Educação Matemática. São Paulo, 2009. ISSN. 2176-2201.

BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Decreto Nº 4.740, DE 13 de Junho de 2003.

CAZORLA,I.M., CASTRO, F.C. de.  O papel da estatística na leitura do mundo: o letramento estatístico. Publ. UEPG Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, jun. 2008. Disponível em: < http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas/article/view/617/605>) ACESSO 28 DE OUT DE 2011.

HOLMES, P. Some lessons to be learnt from curriculum developments in statistics. En B. Phillips (Ed.), Proceedings of the Sixth International Conference on Teaching of Statistics. Ciudad del Cabo. IASE. 2002

IASE. International Association for Statistical Education. Disponível em: < http://www.stat.auckland.ac.nz/~iase/>acesso em 19 de mar 2012.

LOPES, C.A.E . O ensino da estatística e da probabilidade na Educação Básica e a formação dos professores . Cad. Cedes, Campinas, vol. 28, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008.

PIMENTA, Ruy. Os projectos e o processo de Ensino e Aprendizagem em estaística. In: FERNANDES,J.A., VISEU, F., MARTINHHO,M.H. & CORREIA, P.F (Orgs.). Actas do II encontro de Probabilidade e estatística na Escola. Braga: Centro de Investigação em Educação da Univeridade do Minho. Portugal. 2009.

PROFESSOR REFLEXIVO


PROFESSOR REFLETINDO NA AÇÃO SOBRE AÇÃO

Raimundo J. Barbosa Brandão

Etmologicamente a origem da palavra “Professor” tem sentido polissêmico, tanto quanto a denotação do termo na atualidade. Do latim, tem-se “profiteri’, com o mesmo significado de “por fateri”, que significa confessar; da família “magister” (COVARRUBIAS, 1994); originário do termo “docens”, que deriva de “docere”, que significa ensinar.

No processo de ensinar, muitas vezes o mediador se vê diante de situações que precisam de uma decisão urgente e decidir diante de incertezas é uma missão muitas vezes complexa para o professor, que frequentemente não participa das elaborações dos currículos e das políticas educacionais.

Para minimizar esta complexidade é fundamental que se tenha professores bem preparados e compromissados com o processo educativo.

Nesta perspectiva concorda-se com Borralho (1997) que não há ensino de qualidade, nem reforma educativa de qualidade e inovação pedagógica sem uma formação adequada para o professor.

Diante destas questões é urgente refletir na formação docente a respeito de novas maneiras de se apoderar e usar os diversos saberes essências às práticas educativas. A reflexão na e sobre a prática permite que o professor reavalie a sua atuação de desta forma, reinventa e assume papel central na ação. Por tanto é fundamental mudança de atitude, maneira de pensar e agir, bem como a forma de compreender e explicar a construção histórica e social dos objetos de aprendizagem.

Para Dewey (1959, 1979) apud Dorigon e Romanowski (2008, p.11), o pensamento reflexivo tem uma função instrumental, origina-se no confronto com situações problemáticas, e sua finalidade é prover o professor de meios mais adequados de comportamento para enfrentar essas situações. Quando surge uma situação que contenha uma dificuldade ou perplexidade, podemos contorná-la ou enfrentá-la e assim começamos a pensar e refletir, forçosamente, começamos a observar para analisarmos as condições.

Compreender os problemas relativos à formação de professor reflexivo, é importante a leitura de pesquisadores como Zeichner (1993, 1997, 2008), Shulman (1986, 1987) na abordagem do conhecimento pedagógico do conteúdo, Perrenoud (2000) discorrendo sobre as competências que os professores precisam desenvolver para ensina e Schön (1983, 1992, 2000)  refletindo na ação e sobre a ação.

Para Shulman (1989, p. 19) “reflexão é um processo pelo qual o professor aprende a experiência”, é a prática do professor quando (re)constrói seus saberes, crenças, valores e ações.

Donald  Schön foi um dos primeiros pesquisadores a criticar o modelo da racionalidade técnica e iniciar estudos sobre formação de professor reflexivo (1983, 1987, 1997 e 2000), a importância do professor refletir sobre o que ele está fazendo como parte do processo de sua prática pedagógica serviu para despertar o interesse de outros investigadores sobre o tema.

Nos trabalhos de Schön (1983), o que Dewey (1933, 1980) chamou de reflexão, ele chama de conhecimento na ação, que consiste numa atividade de rotina, sem a necessidade de um pensamento consciente e consistente. Para este autor, a reflexão ocorre de três modos diferentes: reflexão na ação, reflexão sobre a ação. Com relação ao aluno, o professor reflete sobre as ações dos alunos dando-lhes possibilidades de testar hipóteses que elaborou sobre a forma de pensamento do aluno.

Reflexão na ação – significa pensar no que se faz enquanto se está fazendo. É um momento de atualização, renovação e (re)construção de conhecimentos. A reflexão na ação, segundo Schön (1983), ajuda na conclusão de uma tarefa e a experimentação em curso permite obter uma resposta correta. Schön apresenta alguns conceitos importantes para a reflexão na ação:

Conhecimento tácito – é conhecimento do individuo quando está fazendo alguma coisa (Schön, 1983), é algo automático e intuitivo. O saber é normalmente tácito quando estamos lidando com as coisas. Por exemplo, quando se aprende a calcular o coeficiente de correlação entre duas variáveis, teve que pensar sobre o que estava fazendo.

Encontra-se em Nonaka & Takeuchi (2001) que a ideia de conhecimento tácito foi trabalhada por Michael Polanyi (1966), após refletir sobre a frase “nós podemos saber mais do que podemos dizer”

Para Polanyi (1972), as línguas oferecem a vantagem da comunicação verbal, mas essa articulação não torna necessariamente o indivíduo mais informado. Aqui se pode compreender que as possíveis incoerências ou omissão do pensamento comunicado, através da linguagem, oferecem apenas segmentos da informação, que podem ser manipuladas ou tendenciosas. Na concepção desse pesquisador, o conhecimento tácito acontece por meios de experimentos, pela experiência de vida, do conhecimento pessoal de cada indivíduo.

Predomina na concepção de ciências (POLANYI, 1969), a disjunção da subjetividade e da objetividade, e isso elimina o seu caráter pessoal e suas apreciações. Isso leva à conclusão que o conhecimento tácito ultrapassa a dicotomia e conduz o contato íntimo entre ciência e indivíduo.

Saber em ação – o saber em ação é um bom indicador para o conhecimento que o indivíduo possui no seu interior quando ele realiza sua atividade de forma natural. É o chamado saber prático pessoal.

Refletindo na ação – esta atitude ocorre quando o indivíduo é capaz de fazer a avaliação e efetuar modificações no ambiente do evento. Para quem tem habilidade em trabalhar em situações de incerteza ou dúvida é uma ação relativamente fácil, porém àqueles menos habilidosos o desfio é maior.

Schön (1983) esclarece que as pessoas que passam muito tempo fazendo a mesma atividade, com as mesmas estratégias, perdem oportunidades importantes em pensar no que está fazendo, pois são atraídos por certos tipos de erros padrões tornando-se um pouco difícil para correção.

Para Caine & Caine (1997), a forma pela qual uma pessoa faz reflexão sobre o que faz está intimamente associada à forma que se percebe o mundo e os modelos em que se encontra fundamentado estas percepções.

Incerteza – para Morin (2003), conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas está falando com a incerteza.

A incerteza parece ser um dos mais relevantes elementos que constitui a cultura contemporânea, se encontra no centro das discussões científicas e, é fundamental nos processos de mudanças, uma vez que tem papel decisivo na interpretação da realidade.

Acredita-se que este elemento tenha uma grande utilidade na vida dos profissionais em geral, incluindo os professores, pois a ciência já não parece ser capaz (HARGREAVES, 1998) de mostrar como o indivíduo vive com alguma certeza ou estabilidade. Na sociedade atual, a dúvida se encontra em toda parte, e a única certeza que se tem é que o amanhã será muito diferente do dia de hoje, pois as “supostas certezas científicas” são questionadas a todo instante e, não tem “credibilidade absoluta”. Isto leva o sujeito a constante reflexão em suas ações e conduzem aos processos de mudanças.

Reflexão sobre a ação – ao final da execução de uma atividade de trabalho ou de ensino, convém a realização de uma avaliação para se detectar avanços ou retrocessos.

Para o docente, é muito importante fazer reflexões sobre o que foi feito durante uma ação pedagógica, pois neste momento de pensar “nós refletimos sobre a ação, pensando o que temos feito, a fim de descobrir como o nosso conhecimento na ação pode ter contribuído para um resultado inesperado”. (SCHÖN, 1983, p. 26).

Para Schön (1983), a capacidade de refletir na ação e sobre a ação, tornou-se uma característica importante dos programas de formação profissional em muitas disciplinas, isto é visto como um papel importante no início da profissão docente.

 

 

REFRÊNCIAS

BORRALHO, A. O ensino da resolução de problemas de Matemática por parte de futuros professores: Relações com a sua formação inicial. In: FERNANDES, D.; LESTER Jr., F.; BORALHO, A.; VALE, I. (Coords.) Resolução de Problemas na formação inicial de professores de Matemática: Múltiplos contextos e perspectivas. Grupo de investigação em Resolução de Problemas, Aveiro, 1997, p. 129-157.

DEWEY, J. Como Pensamos. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959.

DE WEY, J. Democracia e Educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.

DORIGON, Thaisa Camargo.; ROMANOWSKI , Joana Paulin. A reflexão em Dewey e Schön. Revista Intersaberes. Curitiba, ano 3, n. 5, p. 8 - 22, jan/ 2008.

CAINE, G. & CAINE, R. Unleashing the Power of Perceptual Change. Alexandria: Association for Supervision and Curriculum Development. 1997.

COVARRUBIAS, S. de (1611): Tesoro de o lengua castellana o española, Madrid. Maldonado, F. C. R. (o.), revisada por M. Camarero. Madrid, Castalia. 1994.

DEWEY, J. A Arte como Experiência. Trad. M.O.R.P. Leme. São Paulo: Abril Cultural,1980.

D EWEY, J. A Filosofia em Reconstrução. Trad. E.M. Rocha.  São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1958.

DEWEY, J. Como pensamos. 3. o. São Paulo: Editora Nacional, 1959.

DEWEY, J. How we think: A restatement of the relation of reflective thinking to the educative process. Lexington, MA: Health.1933.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Repensar a reforma/reformar o pensamento. 8ª ed. Rio de Janeiro. Tradução Eloá Jacobina. Bertrand Brasil, 2003.

NONAKA, I. & NISHIGUCHI, T. (Eds.). Knowledge emergence: Social, technical, and evolutionary dimensions of knowledge creation. New York: Oxford University Press, 2001.

POLANYI, M. the study of Man. Chicago: The University of Chicago Press, 1972.

SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre, RS: ArtMed, 2000.

SCHÖN, D.Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. Os professores e sua formação. Lisboa, Portugal: Dom Quixote, 1992.

SCHÖN, D.A. The reflective practitioner . New York: Basic Books, 1983.

SCHÖN, D.A..Formar professores como profissionais reflexivos. In NÓVOA, António (coord.). Os professores e a sua formação . Lisboa: Dom Quixote, 1992, p. 77-91. SCHÖN, D.A. Educating the reflective practitioner . San Francisco: Jossey-Bass, 1987.

SHULMAN, Lee. “Toward a pedagogy of substance.” AAHE Bulletin (American Association of Higher Education) June 1989.

SHULMAN, Lee. Knowledge and teaching: foundations of the new reform. Harvard Educational Review. 1987.

SHULMAN, Lee. Those who understand: knowl­edge growth in teaching. Educational Research, n. 15 .1986.

ZEICHNER ,Kenneth M. Uma análise crítica sobre a “Reflexão” como  conceito estruturante na formação docente.Educ. Soc., Campinas, vol. 29, n. 103, p. 535-554, maio/ago. 2008.

ZEICHNER, K. El maestro como profesional reflexivo. Cuadernos de pedagogía, v. 220. 1993.

ZEICHNER, K., Novos Caminhos para o  Practicum: Uma Perspectiva para os Anos 90. In: Os Professores e a sua Formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997.

ALFABETIZAÇÃO ESTATÍSTICA


A importância do letramento estatístico no cotidiano do cidadão

Raimundo Barbosa Brandão1 

José de J. Sousa Lemos2

Francisco Barbosa Brandão3

 

Sendo a Estatística um conjunto de métodos utilizado para o planejamento de estudos e experimentos, coleta, organização, analise, interpretação e auxilio para as tomadas de decisão, a sua relevância pode ser observada pelo seu uso em organizações governamentais e não governamentais, onde instituições financeiras, econômicas e sociais necessitam de conhecimentos Estatísticos do mais elementar ao nível mais avançado, para que cidadãos comuns e profissionais em geral possam tomar decisões com fundamentos técnicos e científicos com certa margem de segurança.

O papel da Estatística nos últimos anos atingiu uma importância significativa para o desenvolvimento social e econômico. Instituições de pesquisa são criadas com fins específicos de atender as demandas de coleta, análise e interpretação de dados, para fins de planejamento. Vale realçar o papel do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE que, de acordo com seu estatuto, tem como missão retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania, por meio da produção, análise, pesquisa e disseminação de informações de natureza estatística- demográfica e socioeconômica, e geocientífica-geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental.

O IBGE, portanto, constitui-se no maior órgão de coleta, organização e análise de dados do Brasil, atendendo, assim, demandas de informações oficiais como os governos Federal, Estadual e Municipal, bem como a sociedade em geral.

Observa-se ainda que o IBGE, no desempenho de suas funções, oferece uma visão ampla, completa e atualizada do país, dentre outras questões, na produção de informações Estatísticas, na coordenação e consolidação destas informações e na coordenação dos sistemas estatísticos e cartográficos.

Em nível internacional, a Associação Internacional para a Educação Estatística (IASE), em suas ações pelo mundo, procura promover, apoiar e melhorar a Educação Estatística em todos os níveis, além de estimular a cooperação internacional, a discussão e pesquisa, disseminando ideias, estratégias, materiais e informações através de publicações e conferências internacionais.

 

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1Doutor em Educação Matemática e Professor Adjunto I da Universidade Estadual do Maranhão

2Doutor em economia, Pós-Doutor em economia dos recursos naturais e Professor Associado IV na Universidade Federal do Ceará

3Doutor em Educação e Avaliador do Mec.

Pode-se notar que, de acordo com o exposto, a Estatística tem uma aplicabilidade muito vasta na utilização de dados experimentais e contribui para o desenvolvimento cientifico. Portanto, na atualidade, a necessidade de conhecimentos estatísticos incrementa-se para as pessoas em geral, a fim de possibilitar uma melhor compreensão dos fenômenos da natureza, sociais e tomadas de decisão.

Pimenta, (2009) destaca a grande necessidade dos adultos, numa sociedade industrial, estarem capacitados (alfabetizados) estatisticamente para analisar e avaliar criticamente a informação, oriunda da organização de dados que os indivíduos podem encontrar em diversos contextos, e discutir e comunicar as suas concepções em relação a essas informações quando forem relevantes.

Diante da necessidade do cidadão e dos profissionais em geral, em domínios de conhecimentos estatísticos para decidir no cotidiano, alguns países introduziram o ensino deste conteúdo nos currículos escolares.

Encontra-se em Lopes (2008) que não basta o cidadão entender porcentagens expostas em índices estatísticos, como as taxas de desenvolvimento populacional, de inflação ou desemprego, é necessário que o mesmo saiba analisar e relacionar criticamente os dados apresentados, analisando, interpretando, comparando e tirando conclusões.

Carzola e Castro (2008) discorrem sobre a representação gráfica devido à sua eficiência na transmissão das informações, por serem visualmente mais prazerosa e amena na percepção e raciocínio das pessoas, mas advertem sobre as contradições existentes no recebimento das informações em pesquisas com fundamentação observacional, experimental e estatística, cujos resultados, às vezes, não são compreendidos em função de serem divulgadas apenas conclusões de forma incompletas, descontextualizadas e distorcidas, mal compreendidas que induzem as pessoas a tomarem decisão de forma equivocadas.

Neste ponto, é preciso compreender que a maioria das informações provenientes de levantamentos estatísticos, na busca de estimar tendências e parâmetros, tem por base uma amostra, a partir da qual os parâmetros são estimados. Logo, as inferências obtidas, com base em dados amostrais, estão sujeitas a erros provenientes da própria amostragem. Também, deve-se compreender que, nos casos de pesquisas de opinião pública, por trás de toda informação veiculada pela mídia, existe um patrocinador, alguém que pagou pela pesquisa e que, portanto,  coloca em dúvida a neutralidade  e, em certa medida, a fidedignidade dos resultados exibidos em tais investigações. (CARZOLA e CASTRO, 2008, p. 47)

Entende-se, desta forma, a extrema necessidade de que as pessoas comuns possam detectar algum conhecimento em Estatística para o exercício da cidadania, pois, conforme Dallari (1998), a cidadania consiste nas possibilidades do indivíduo de participar ativamente da vida do governo e sua população, inserindo-o na vida social, e da tomada de decisões.

Numa sociedade onde o cidadão, a todo instante, é bombardeado com uma gama muito grande de informações e, neste caso, ele precisa de conhecimentos e habilidades básica para saber analisar, interpretar e compreender estas informações para tomadas de decisão no seu cotidiano. Uma habilidade fundamental para o cidadão interpretar e avaliar, de forma crítica, as informações é o letramento estatístico que é dado a elas.

O indivíduo “letrado” estatisticamente necessita ainda de habilidades de comunicação para expressar suas opiniões e tomadas de decisões baseadas na adequada compreensão da analise dos dados. De acordo com Batanero, Burrill e Reading (2011) letramento estatístico vai além da aplicação da estatística de maneira mecânica, mas se constitui na habilidade de ler e interpretar dados de forma critica. O uso adequado dos conhecimentos estatísticos é de utilidade em argumentos do cotidiano do cidadão comum, dos estudantes dos diversos níveis de ensino e dos profissionais em geral. Para Gal (2002) para uma pessoa adulta que vive numa sociedade industrial, o letramento estatístico é definido como: a) competência da pessoa para interpretar e avaliar criticamente a informação estatística, os argumentos relacionados aos dados ou aos fenômenos estocásticos, que podem se apresentar em qualquer contexto e, quando relevante, b) competência da pessoa para discutir ou comunicar suas reações para tais informações estatísticas, tais como seus entendimentos do significado da informação, suas opiniões sobre as implicações desta informação ou suas considerações acerca da aceitação das conclusões fornecidas (GAL,2002, p. 2-3). Há pessoas que se colocam em extremos opostos quanto às pesquisas estatísticas. Há aqueles que não acreditam em pesquisas estatísticas por julgarem que a estatística é a arte de mentir. Enquanto isso, há aqueles que acreditam que as previsões ou tendências estatísticas são extremamente confiáveis, mesmo desconhecendo alguns conceitos elementares essênciais à analise e compreensão dos dados.

Em ambos os pensamentos, as pessoas necessitam de melhor fundamentação para compreender as informações. Um exemplo bastante conhecido do cidadão brasileiro são as pesquisas de intenção de voto realizadas em épocas de eleições que ocorrem a cada dois anos. Para o eleitor avaliar criticamente uma pesquisa com este tipo de finalidade é preciso compreender diferença entre população e amostras, tipos de amostragens adequadas à homogeneidade ou heterogeneidade da população, margem de erro e intervalo de confiança. Os indivíduos compreendendo estes conceitos fundamentais em estatística terão melhores condições de compreender as informações e tirar conclusões com mais segurança e tomar decisões com a menor margem de erro possível.

 

 

Referências

BATANERO, C.; BURRILL, G.; READING, C.  Estatísticas de Ensino de Matemática da Escola.  Desafios para a Educação de Ensino e Professor: Um Estudo ICMI / IASE Conjunto pringer, 2011.  

BRANDÃO, R.J.B. Formação inicial do professor de Matemática e o ensino de Estatística: contribuições para a formação de um currículo. In: II Seminário Internacional em Educação Matemática. São Paulo, 2009.

BRANDÃO, R.J.B. Aprendizagem significativa em estatística com a estratégia de resolução de problema: uma experiência com estudantes de administração de empresa. Anais 4º Encontro Nacional de Aprendizagem Significativa (4º.ENAS). Garanhuns-Pe, 2012.

BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Decreto Nº 4.740, DE 13 de Junho de 2003.

CAZORLA,I.M., CASTRO, F.C. de.  O papel da estatística na leitura do mundo: o letramento estatístico. Publ. UEPG Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, jun. 2008. Disponível em: < http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas/article/view/617/605>) acesso 28 de out de 2011.

GAL, I. Adult’s Statistical literacy: Meanings, Components, Responsabilities. International Statistical Review, n. 70, 2002.

TRIOLA, M. F. Introdução à Estatística. Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. Copyright. 2008.

IASE. International Association for Statistical Education. Disponível em: < http://www.stat.auckland.ac.nz/~iase/>acesso em 19 de mar 2012.

LOPES, C.A.E . O ensino da estatística e da probabilidade na Educação Básica e a formação dos professores . Cad. Cedes, Campinas, vol. 28, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008.

PIMENTA, Ruy. Os projectos e o processo de Ensino e Aprendizagem em estaística. In: FERNANDES,J.A., VISEU, F., MARTINHHO,M.H. & CORREIA, P.F (Orgs.). Actas do II encontro de Probabilidade e estatística na Escola. Braga: Centro de Investigação em Educação da Univeridade do Minho. Portugal. 2009.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mário Sergio Cortella - Qual a postura ideal do professor?


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Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor


Los años Perdidos de Jesus


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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pedagogia histórico-crítica e psicologia histórico-cultural - 1/2

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VIOLÊNCIA ESCOLAR E O PEPEL DA PSICOPEDAGOGIA

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