segunda-feira, 18 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
REFERÊNCIAS DE BLOG
Exemplos de referências de publicação
em BLOG :
BRANDÃO, R.J.B. A importância do Letramento Estatístico no cotidiano do cidadão. São Luís, Junho de 2011. Disponível em: http://branndd.blogspot.com.br. Acesso em: 25 de mai 2012.
BRANDÃO, R.J.B. Relevância da Estatística na Atualidade. São Luís, Junho de
2013. Disponível em: http://branndd.blogspot.com.br.
Acesso em: 09 de nov 2013.
IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA
Relevância da Estatística
na atualidade
Raimundo Brandão
A relevância da
Estatística pode ser observada pelo seu uso em organizações governamentais e
não governamentais, onde instituições financeiras, econômicas e sociais
necessitam de conhecimentos Estatísticos do mais elementar ao nível mais
avançado, para que cidadãos comuns e profissionais em geral possam tomar
decisões com fundamentos técnicos e científicos com certa margem de segurança.
O papel da Estatística nos
últimos anos atingiu uma importância significativa para o desenvolvimento
social e econômico. Instituições de pesquisa são criadas com fins específicos
de atender as demandas de coleta, análise e interpretação de dados, para fins
de planejamento tanto do Estado, como do Brasil. Ao destacar o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE, que, de acordo com seu estatuto
(Brasil, 2003), tem como missão retratar o Brasil com
informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da
cidadania, por meio da produção, análise, pesquisa e disseminação de
informações de natureza estatística- demográfica e socioeconômica, e
geocientífica-geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental.
O IBGE, portanto, constitui-se no maior órgão de coleta, organização e
análise de dados do Brasil, atendendo, assim, demandas de informações oficiais
como os governos Federal, Estadual e Municipal, bem como a sociedade em geral.
Observa-se ainda que o IBGE, no desempenho de suas funções, oferece uma
visão ampla, completa e atualizada do país, dentre outras questões, na produção
de informações Estatísticas, na coordenação e consolidação destas informações e
na coordenação dos sistemas estatísticos e cartográficos. (BRASIL, 2003)
Em nível internacional, a Associação Internacional para a Educação
Estatística (IASE), em suas ações pelo mundo, procura promover, apoiar e
melhorar a Educação Estatística em todos os níveis; e estimular a cooperação
internacional, a discussão e pesquisa, disseminando ideias, estratégias,
materiais e informações através de publicações e conferências internacionais.
(Disponível em: < http://www.stat.auckland.ac.nz/~iase/>.
Acesso em 19 de mar 2012)
Pode-se notar que, de acordo com o exposto, a Estatística tem uma
aplicabilidade muito vasta na utilização de dados experimentais e contribui
para o desenvolvimento cientifico.
portanto, na atualidade, a
necessidade de conhecimentos estatísticos torna-se cada vez maior para as
pessoas em geral, a fim de possibilitar uma melhor compreensão dos fenômenos da
natureza, sociais e tomadas de decisão.
Para as tomadas de decisão, um dos procedimentos mais comuns e que tem o
objetivo de estabelecer critérios que permitam distinguir entre diferenças
reais e casuais, se uma amostra difere de maneira significativa dos resultados
esperados e assim, se rejeita ou não rejeita as hipóteses estatísticas
elaboradas, são os testes de significância.
Os testes de hipótese permitem por tanto, decidir estatisticamente e
decidir consiste, tomar decisões sobre universo ou populações, com base em
informações sobre amostras das mesmas.
Pimenta (2009) destaca a grande necessidade dos adultos, numa sociedade
industrial, estarem capacitados (alfabetizados) estatisticamente para analisar
e avaliar criticamente a informação, oriunda da organização de dados que os
indivíduos podem encontrar em diversos contextos, e discutir e comunicar as
suas concepções em relação a essas informações quando forem relevantes.
Diante da necessidade do cidadão comum e dos profissionais em geral, em
domínios de conhecimentos estatísticos para decidir no cotidiano, alguns países
introduziram o ensino deste conteúdo nos currículos escolares.
A Inglaterra foi um dos países pioneiros na inserção da estatística nos
currículos de Matemática. Segundo Holmes (2002), no ano de 1961, o ensino de
Estatística e Probabilidade, embora de maneira opcional, foi introduzido no
currículo de Matemática para estudantes na faixa etária entre 16 e 19 anos.
Encontra-se em Lopes (2008) que não basta o cidadão entender
porcentagens expostas em índices estatísticos, como as taxas de desenvolvimento
populacional, de inflação ou desemprego, é necessário que o mesmo saiba
analisar e relacionar criticamente os dados apresentados, analisando,
interpretando, comparando e tirando conclusões das informações.
Os dados podem ser expostos por meio de tabelas e gráficos, sendo a
representação gráfica muito eficiente na
transmissão das informações, segundo Carzola e Castro (2008), esta eficiência é
possível por serem visualmente mais prazerosa e amena na percepção e raciocínio
das pessoas, mas advertem sobre as contradições existentes no recebimento das
informações em pesquisas com fundamentação observacional, experimental e
estatística, cujos resultados, às vezes, não são compreendidos em função de
serem divulgadas apenas conclusões de forma incompletas, descontextualizadas e
distorcidas, mal compreendidas que induzem as pessoas a tomarem decisão de
forma equivocadas.
De acordo com Cazorla e Castro (2008, p. 47):
Neste
ponto, é preciso compreender que a maioria das informações provenientes de
levantamentos estatísticos, na busca de estimar tendências e parâmetros, tem
por base uma amostra, a partir da qual os parâmetros são estimados. Logo, as
inferências obtidas, com base em dados amostrais, estão sujeitas a erros
provenientes da própria amostragem. Também, deve-se compreender que por trás de
toda informação veiculada pela mídia, existe um patrocinador, alguém que pagou
pela pesquisa e que, portanto, essa não é neutra e responde a interesses de
mercado.
Entende-se,
desta forma, a extrema necessidade que pessoas comuns tenham conhecimentos em
Estatística para o exercício da cidadania, pois, conforme Dallari (1998), a
cidadania consiste nas possibilidades do indivíduo de participar ativamente da
vida do governo e sua população, inserindo-o na vida social, e da tomada de
decisões.
REFERÊNCIAS
BRANDÃO, R.J.B. “Formação do professor de Matemática
para o ensino de estatística: Estudo sobre uma licenciatura de Matemática da
universidade Estadual do Maranhão”. Tese de Doutorado. Universidade bandeirante
de São Paulo. São Paulo, 2012.
BRANDÃO, R.J.B. Aprendizagem significativa em
Estatística com estratégia de resolução de problemas: uma experiência com
estudantes de Administração de empresa. Anais do 4º Encontro Nacional de
Aprendizagem Significativa (4º ENAS). Garanhuns-Pe, 2012.
BRANDÃO, R.J.B. et al. Níveis de conhecimentos
esperados dos estudantes no processo de aprendizagem em progressão aritmética;
In: V Encontro Mineiro em Educação Matemática. Práticas Educativas em
discussão. Lavras – MG, 2009. ISSN. 2176-0160.
BRANDÃO, R.J.B. Formação inicial do professor de
Matemática e ensino de Estatística: contribuições para a formação de um
currículo. In: II Seminário Internacional
em Educação Matemática. São Paulo, 2009. ISSN. 2176-2201.
BRASIL. Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Decreto Nº 4.740, DE 13 de Junho de 2003.
CAZORLA,I.M.,
CASTRO, F.C. de. O papel da estatística na leitura do mundo: o letramento estatístico. Publ. UEPG Ci.
Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, jun. 2008. Disponível em: < http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas/article/view/617/605>)
ACESSO 28 DE OUT DE 2011.
HOLMES, P. Some lessons to be learnt from curriculum developments in
statistics. En B. Phillips (Ed.), Proceedings of the Sixth International
Conference on Teaching of Statistics. Ciudad del Cabo. IASE. 2002
IASE. International Association for Statistical Education. Disponível em:
< http://www.stat.auckland.ac.nz/~iase/>acesso
em 19 de mar 2012.
LOPES, C.A.E . O ensino da estatística e
da probabilidade na Educação Básica e a formação dos professores . Cad. Cedes,
Campinas, vol. 28, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008.
PIMENTA, Ruy. Os projectos e o processo de
Ensino e Aprendizagem em estaística. In: FERNANDES,J.A., VISEU, F.,
MARTINHHO,M.H. & CORREIA, P.F (Orgs.). Actas do II encontro de
Probabilidade e estatística na Escola. Braga: Centro de Investigação em
Educação da Univeridade do Minho. Portugal. 2009.
PROFESSOR REFLEXIVO
PROFESSOR REFLETINDO NA AÇÃO SOBRE AÇÃO
Raimundo J. Barbosa Brandão
Etmologicamente a origem da palavra “Professor” tem sentido polissêmico,
tanto quanto a denotação do termo na atualidade. Do latim, tem-se “profiteri’, com o mesmo significado de “por fateri”, que significa confessar;
da família “magister” (COVARRUBIAS,
1994); originário do termo “docens”,
que deriva de “docere”, que significa
ensinar.
No processo de ensinar, muitas vezes o mediador se vê diante de
situações que precisam de uma decisão urgente e decidir diante de incertezas é
uma missão muitas vezes complexa para o professor, que frequentemente não
participa das elaborações dos currículos e das políticas educacionais.
Para minimizar esta complexidade é fundamental que se tenha professores
bem preparados e compromissados com o processo educativo.
Nesta perspectiva concorda-se com Borralho (1997) que não há ensino de
qualidade, nem reforma educativa de qualidade e inovação pedagógica sem uma formação
adequada para o professor.
Diante destas questões é urgente refletir na formação docente a respeito
de novas maneiras de se apoderar e usar os diversos saberes essências às
práticas educativas. A reflexão na e sobre a prática permite que o professor
reavalie a sua atuação de desta forma, reinventa e assume papel central na
ação. Por tanto é fundamental mudança de atitude, maneira de pensar e agir, bem
como a forma de compreender e explicar a construção histórica e social dos
objetos de aprendizagem.
Para
Dewey (1959, 1979) apud Dorigon e Romanowski (2008, p.11), o pensamento reflexivo tem uma função
instrumental, origina-se no confronto com situações problemáticas, e sua
finalidade é prover o professor de meios mais adequados de comportamento para
enfrentar essas situações. Quando surge uma situação que contenha uma
dificuldade ou perplexidade, podemos contorná-la ou enfrentá-la e assim começamos a pensar e refletir, forçosamente,
começamos a observar para analisarmos as condições.
Compreender os problemas relativos à formação de
professor reflexivo, é importante a leitura de pesquisadores como Zeichner
(1993, 1997, 2008), Shulman (1986, 1987) na abordagem do conhecimento
pedagógico do conteúdo, Perrenoud (2000) discorrendo sobre as competências que
os professores precisam desenvolver para ensina e Schön (1983, 1992, 2000)
refletindo na ação e sobre a ação.
Para Shulman (1989, p. 19) “reflexão é um processo pelo qual o professor
aprende a experiência”, é a prática do professor quando (re)constrói seus
saberes, crenças, valores e ações.
Donald Schön foi um dos primeiros
pesquisadores a criticar o modelo da racionalidade técnica e iniciar estudos
sobre formação de professor reflexivo (1983, 1987, 1997 e 2000), a importância
do professor refletir sobre o que ele está fazendo como parte do processo de
sua prática pedagógica serviu para despertar o interesse de outros
investigadores sobre o tema.
Nos trabalhos de Schön
(1983), o que Dewey (1933, 1980) chamou de reflexão, ele chama de conhecimento
na ação, que consiste numa atividade de rotina, sem a necessidade de um
pensamento consciente e consistente. Para este autor, a reflexão ocorre de três
modos diferentes: reflexão na ação, reflexão sobre a ação. Com relação ao
aluno, o professor reflete sobre as ações dos alunos dando-lhes possibilidades
de testar hipóteses que elaborou sobre a forma de pensamento do aluno.
Reflexão na ação – significa pensar no que se faz enquanto se está fazendo. É um momento
de atualização, renovação e (re)construção de conhecimentos. A reflexão na
ação, segundo Schön (1983), ajuda na conclusão de uma tarefa e a experimentação
em curso permite obter uma resposta correta. Schön apresenta alguns conceitos
importantes para a reflexão na ação:
Conhecimento tácito – é conhecimento do individuo quando está fazendo alguma coisa (Schön,
1983), é algo automático e intuitivo. O saber é normalmente tácito quando
estamos lidando com as coisas. Por exemplo, quando se aprende a calcular o
coeficiente de correlação entre duas variáveis, teve que pensar sobre o que
estava fazendo.
Encontra-se em Nonaka
& Takeuchi (2001) que a ideia de conhecimento tácito foi trabalhada por
Michael Polanyi (1966), após refletir sobre a frase “nós podemos saber mais do
que podemos dizer”
Para Polanyi (1972), as línguas
oferecem a vantagem da comunicação verbal, mas essa articulação não torna
necessariamente o indivíduo mais informado. Aqui se pode compreender que as
possíveis incoerências ou omissão do pensamento comunicado, através da
linguagem, oferecem apenas segmentos da informação, que podem ser manipuladas
ou tendenciosas. Na concepção desse pesquisador, o conhecimento tácito acontece
por meios de experimentos, pela experiência de vida, do conhecimento pessoal de
cada indivíduo.
Predomina na concepção de ciências (POLANYI, 1969), a disjunção da subjetividade e da objetividade, e isso
elimina o seu caráter pessoal e suas apreciações. Isso leva à conclusão que o
conhecimento tácito ultrapassa a dicotomia e conduz o contato íntimo entre
ciência e indivíduo.
Saber
em ação – o saber em ação
é um bom indicador para o conhecimento que o indivíduo possui no seu interior
quando ele realiza sua atividade de forma natural. É o chamado saber prático
pessoal.
Refletindo na ação – esta atitude ocorre quando o indivíduo é capaz de fazer a avaliação e
efetuar modificações no ambiente do evento. Para quem tem habilidade em
trabalhar em situações de incerteza ou dúvida é uma ação relativamente fácil,
porém àqueles menos habilidosos o desfio é maior.
Schön (1983) esclarece que as pessoas que passam muito tempo fazendo a
mesma atividade, com as mesmas estratégias, perdem oportunidades importantes em
pensar no que está fazendo, pois são atraídos por certos tipos de erros padrões
tornando-se um pouco difícil para correção.
Para Caine & Caine (1997), a
forma pela qual uma pessoa faz reflexão sobre o que faz está intimamente
associada à forma que se percebe o mundo e os modelos em que se encontra
fundamentado estas percepções.
Incerteza
– para Morin (2003),
conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas está
falando com a incerteza.
A incerteza parece ser um dos mais relevantes elementos que constitui a
cultura contemporânea, se encontra no centro das discussões científicas e, é
fundamental nos processos de mudanças, uma vez que tem papel decisivo na
interpretação da realidade.
Acredita-se que este elemento tenha uma grande utilidade na vida dos
profissionais em geral, incluindo os professores, pois a ciência já não parece
ser capaz (HARGREAVES, 1998) de mostrar como o indivíduo vive com alguma
certeza ou estabilidade. Na sociedade atual, a dúvida se encontra em toda
parte, e a única certeza que se tem é que o amanhã será muito diferente do dia
de hoje, pois as “supostas certezas científicas” são questionadas a todo
instante e, não tem “credibilidade absoluta”. Isto leva o sujeito a constante
reflexão em suas ações e conduzem aos processos de mudanças.
Reflexão sobre a ação – ao
final da execução de uma atividade de trabalho ou de ensino, convém a
realização de uma avaliação para se detectar avanços ou retrocessos.
Para o docente, é muito importante fazer reflexões sobre o que foi feito
durante uma ação pedagógica, pois neste momento de pensar “nós refletimos sobre
a ação, pensando o que temos feito, a fim de descobrir como o nosso
conhecimento na ação pode ter contribuído para um resultado inesperado”.
(SCHÖN, 1983, p. 26).
Para Schön (1983), a capacidade de refletir na ação e sobre a ação,
tornou-se uma característica importante dos programas de formação profissional
em muitas disciplinas, isto é visto como um papel importante no início da
profissão docente.
REFRÊNCIAS
BORRALHO, A. O
ensino da resolução de problemas de Matemática por parte de futuros
professores: Relações com a sua formação inicial. In: FERNANDES, D.; LESTER
Jr., F.; BORALHO, A.; VALE, I. (Coords.) Resolução de Problemas na formação
inicial de professores de Matemática: Múltiplos contextos e perspectivas. Grupo
de investigação em Resolução de Problemas, Aveiro, 1997, p. 129-157.
DEWEY, J. Como
Pensamos. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959.
DE WEY, J. Democracia
e Educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.
DORIGON, Thaisa
Camargo.; ROMANOWSKI , Joana Paulin. A
reflexão em Dewey e Schön. Revista Intersaberes. Curitiba, ano 3, n. 5,
p. 8 - 22, jan/ 2008.
CAINE, G.
& CAINE, R. Unleashing the Power
of Perceptual Change. Alexandria: Association for Supervision and
Curriculum Development. 1997.
COVARRUBIAS, S. de
(1611): Tesoro de o lengua castellana
o española, Madrid. Maldonado, F. C. R. (o.), revisada por M. Camarero.
Madrid, Castalia. 1994.
DEWEY, J. A Arte como Experiência. Trad. M.O.R.P.
Leme. São Paulo: Abril Cultural,1980.
D EWEY, J. A Filosofia em Reconstrução. Trad. E.M.
Rocha. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1958.
DEWEY, J. Como
pensamos. 3. o. São Paulo: Editora Nacional, 1959.
DEWEY, J. How we think: A restatement of the relation
of reflective thinking to the educative process. Lexington, MA:
Health.1933.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Repensar a
reforma/reformar o pensamento. 8ª ed. Rio de Janeiro. Tradução Eloá Jacobina.
Bertrand Brasil, 2003.
NONAKA, I. & NISHIGUCHI, T. (Eds.). Knowledge emergence: Social, technical, and
evolutionary dimensions of knowledge creation. New York: Oxford University Press, 2001.
POLANYI, M.
the study of Man. Chicago: The University of Chicago Press, 1972.
SCHÖN, D.
Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a
aprendizagem. Porto Alegre, RS: ArtMed, 2000.
SCHÖN,
D.Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. Os
professores e sua formação. Lisboa, Portugal: Dom Quixote, 1992.
SCHÖN, D.A. The reflective practitioner . New York: Basic Books, 1983.
SCHÖN, D.A..Formar professores como profissionais reflexivos. In NÓVOA,
António (coord.). Os professores e a sua formação . Lisboa: Dom Quixote, 1992,
p. 77-91. SCHÖN, D.A. Educating the reflective practitioner . San Francisco:
Jossey-Bass, 1987.
SHULMAN, Lee. “Toward a pedagogy of substance.” AAHE Bulletin
(American Association of Higher Education) June 1989.
SHULMAN, Lee. Knowledge and teaching: foundations of the new reform.
Harvard Educational Review. 1987.
SHULMAN, Lee. Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Research, n. 15 .1986.
ZEICHNER ,Kenneth
M. Uma análise crítica sobre a “Reflexão” como conceito estruturante na
formação docente.Educ. Soc.,
Campinas, vol. 29, n. 103, p. 535-554, maio/ago. 2008.
ZEICHNER, K. El maestro como profesional reflexivo.
Cuadernos de pedagogía, v. 220. 1993.
ZEICHNER, K., Novos
Caminhos para o Practicum: Uma Perspectiva para os Anos 90. In: Os
Professores e a sua Formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997.
ALFABETIZAÇÃO ESTATÍSTICA
A
importância do letramento estatístico no cotidiano do cidadão
Raimundo Barbosa Brandão1
José de J. Sousa Lemos2
Francisco Barbosa Brandão3
Sendo a Estatística um
conjunto de métodos utilizado para o planejamento de estudos e experimentos,
coleta, organização, analise, interpretação e auxilio para as tomadas de
decisão, a sua relevância pode ser observada pelo seu uso em organizações
governamentais e não governamentais, onde instituições financeiras, econômicas
e sociais necessitam de conhecimentos Estatísticos do mais elementar ao nível
mais avançado, para que cidadãos comuns e profissionais em geral possam tomar
decisões com fundamentos técnicos e científicos com certa margem de segurança.
O papel da Estatística
nos últimos anos atingiu uma importância significativa para o desenvolvimento
social e econômico. Instituições de pesquisa são criadas com fins específicos
de atender as demandas de
coleta, análise e interpretação de dados, para fins de planejamento. Vale
realçar o papel do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE que, de
acordo com seu estatuto, tem como missão
retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade
e ao exercício da cidadania, por meio da produção, análise, pesquisa e
disseminação de informações de natureza estatística- demográfica e
socioeconômica, e geocientífica-geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental.
O IBGE, portanto, constitui-se no maior órgão de coleta, organização e
análise de dados do Brasil, atendendo, assim, demandas de informações oficiais
como os governos Federal, Estadual e Municipal, bem como a sociedade em geral.
Observa-se ainda que o IBGE, no desempenho de suas funções, oferece uma
visão ampla, completa e atualizada do país, dentre outras questões, na produção
de informações Estatísticas, na coordenação e consolidação destas informações e
na coordenação dos sistemas estatísticos e cartográficos.
Em nível internacional, a Associação Internacional para a Educação
Estatística (IASE), em suas ações pelo mundo, procura promover, apoiar e
melhorar a Educação Estatística em todos os níveis, além de
estimular a cooperação internacional, a discussão e pesquisa, disseminando
ideias, estratégias, materiais e informações através de publicações e
conferências internacionais.
________________
1Doutor
em Educação Matemática e Professor Adjunto I da Universidade Estadual do
Maranhão
2Doutor em economia,
Pós-Doutor em economia dos recursos naturais e Professor Associado IV na
Universidade Federal do Ceará
Pode-se notar que, de acordo com o exposto, a Estatística tem uma
aplicabilidade muito vasta na utilização de dados experimentais e contribui
para o desenvolvimento cientifico. Portanto, na atualidade, a necessidade
de conhecimentos estatísticos incrementa-se para as
pessoas em geral, a fim de possibilitar uma melhor compreensão dos fenômenos da
natureza, sociais e tomadas de decisão.
Pimenta, (2009) destaca a grande necessidade dos adultos, numa sociedade
industrial, estarem capacitados (alfabetizados) estatisticamente para analisar
e avaliar criticamente a informação, oriunda da organização de dados que os
indivíduos podem encontrar em diversos contextos, e discutir e comunicar as
suas concepções em relação a essas informações quando forem relevantes.
Diante da necessidade do cidadão e dos profissionais em geral, em
domínios de conhecimentos estatísticos para decidir no cotidiano, alguns países
introduziram o ensino deste conteúdo nos currículos escolares.
Encontra-se em Lopes (2008) que não basta o cidadão entender
porcentagens expostas em índices estatísticos, como as taxas de desenvolvimento
populacional, de inflação ou desemprego, é necessário que o mesmo saiba
analisar e relacionar criticamente os dados apresentados, analisando,
interpretando, comparando e tirando conclusões.
Carzola e Castro (2008) discorrem sobre a representação gráfica devido à
sua eficiência na transmissão das informações, por serem visualmente mais
prazerosa e amena na percepção e raciocínio das pessoas, mas advertem sobre as
contradições existentes no recebimento das informações em pesquisas com
fundamentação observacional, experimental e estatística, cujos resultados, às
vezes, não são compreendidos em função de serem divulgadas apenas conclusões de
forma incompletas, descontextualizadas e distorcidas, mal compreendidas que
induzem as pessoas a tomarem decisão de forma equivocadas.
Neste ponto, é preciso compreender
que a maioria das informações provenientes de levantamentos estatísticos, na
busca de estimar tendências e parâmetros, tem por base uma amostra, a partir da
qual os parâmetros são estimados. Logo, as inferências obtidas, com base em
dados amostrais, estão sujeitas a erros provenientes da própria amostragem.
Também, deve-se compreender que, nos
casos de pesquisas de opinião pública, por trás de toda informação veiculada
pela mídia, existe um patrocinador, alguém que pagou pela pesquisa e que,
portanto, coloca em dúvida a
neutralidade e, em certa medida, a
fidedignidade dos resultados exibidos em tais investigações. (CARZOLA e CASTRO,
2008, p. 47)
Entende-se, desta forma, a extrema necessidade de que
as pessoas comuns possam detectar algum conhecimento em Estatística para o
exercício da cidadania, pois, conforme Dallari (1998), a cidadania consiste nas
possibilidades do indivíduo de participar ativamente da vida do governo e sua
população, inserindo-o na vida social, e da tomada de decisões.
Numa
sociedade onde o cidadão, a todo instante, é bombardeado com uma gama muito
grande de informações e, neste caso, ele precisa de conhecimentos e habilidades
básica para saber analisar, interpretar e compreender estas informações para
tomadas de decisão no seu cotidiano. Uma habilidade fundamental para o cidadão
interpretar e avaliar, de forma crítica, as informações é o letramento
estatístico que é dado a elas.
O
indivíduo “letrado” estatisticamente necessita ainda de habilidades de
comunicação para expressar suas opiniões e tomadas de decisões baseadas na
adequada compreensão da analise dos dados. De acordo com Batanero, Burrill e
Reading (2011) letramento estatístico vai além da aplicação da estatística de
maneira mecânica, mas se constitui na habilidade de ler e interpretar dados de
forma critica. O uso adequado dos conhecimentos estatísticos é de utilidade em
argumentos do cotidiano do cidadão comum, dos estudantes dos diversos níveis de
ensino e dos profissionais em geral. Para Gal (2002) para uma pessoa adulta que
vive numa sociedade industrial, o letramento estatístico é definido como: a)
competência da pessoa para interpretar e avaliar criticamente a informação estatística,
os argumentos relacionados aos dados ou aos fenômenos estocásticos, que podem
se apresentar em qualquer contexto e, quando relevante, b) competência da
pessoa para discutir ou comunicar suas reações para tais informações
estatísticas, tais como seus entendimentos do significado da informação, suas
opiniões sobre as implicações desta informação ou suas considerações acerca da
aceitação das conclusões fornecidas (GAL,2002, p. 2-3). Há pessoas que se
colocam em extremos opostos quanto às pesquisas estatísticas. Há aqueles que não
acreditam em pesquisas estatísticas por julgarem que a estatística é a arte de
mentir. Enquanto isso, há aqueles que acreditam que as previsões ou tendências
estatísticas são extremamente confiáveis, mesmo desconhecendo alguns conceitos
elementares essênciais à analise e compreensão dos dados.
Em
ambos os pensamentos, as pessoas necessitam de melhor fundamentação para
compreender as informações. Um exemplo bastante conhecido do cidadão brasileiro
são as pesquisas de intenção de voto realizadas em épocas de eleições que
ocorrem a cada dois anos. Para o eleitor avaliar criticamente uma pesquisa com
este tipo de finalidade é preciso compreender diferença entre população e
amostras, tipos de amostragens adequadas à homogeneidade ou heterogeneidade da
população, margem de erro e intervalo de confiança. Os indivíduos compreendendo
estes conceitos fundamentais em estatística terão melhores condições de
compreender as informações e tirar conclusões com mais segurança e tomar
decisões com a menor margem de erro possível.
Referências
BATANERO, C.; BURRILL, G.; READING, C. Estatísticas de Ensino de Matemática da
Escola. Desafios para a Educação de
Ensino e Professor: Um Estudo ICMI / IASE Conjunto pringer, 2011.
BRANDÃO,
R.J.B. Formação inicial do professor de Matemática e o ensino de Estatística:
contribuições para a formação de um currículo. In: II Seminário Internacional
em Educação Matemática. São Paulo, 2009.
BRANDÃO,
R.J.B. Aprendizagem significativa em estatística com a estratégia de resolução
de problema: uma experiência com estudantes de administração de empresa. Anais
4º Encontro Nacional de Aprendizagem Significativa (4º.ENAS). Garanhuns-Pe,
2012.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Decreto Nº
4.740, DE 13 de Junho de 2003.
CAZORLA,I.M.,
CASTRO, F.C. de. O papel da estatística na leitura do mundo: o
letramento estatístico. Publ. UEPG Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e
Artes, Ponta Grossa, jun. 2008. Disponível em: < http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas/article/view/617/605>)
acesso 28 de out de 2011.
GAL, I. Adult’s Statistical literacy: Meanings,
Components, Responsabilities. International Statistical Review, n. 70, 2002.
TRIOLA, M. F. Introdução à
Estatística. Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. Copyright. 2008.
IASE. International
Association for Statistical Education. Disponível em: < http://www.stat.auckland.ac.nz/~iase/>acesso em 19 de mar 2012.
LOPES, C.A.E . O ensino da estatística e da
probabilidade na Educação Básica e a formação dos professores . Cad. Cedes,
Campinas, vol. 28, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008.
PIMENTA, Ruy. Os projectos e o processo de Ensino e
Aprendizagem em estaística. In: FERNANDES,J.A., VISEU, F., MARTINHHO,M.H. &
CORREIA, P.F (Orgs.). Actas do II encontro de Probabilidade e estatística na
Escola. Braga: Centro de Investigação em Educação da Univeridade do Minho.
Portugal. 2009.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Pedagogia histórico-crítica e psicologia histórico-cultural - 1/2
http://www.youtube.com/v/PHBrDQuS6KU?autohide=1&version=3&attribution_tag=etF81O78q7adymoz1fApWQ&showinfo=1&autohide=1&autoplay=1&feature=share
VIOLÊNCIA ESCOLAR E O PEPEL DA PSICOPEDAGOGIA
http://www.youtube.com/v/0pbQScQuK7g?version=3&autohide=1&feature=share&autohide=1&showinfo=1&attribution_tag=H3Xqs6zlESAY1FFt989Ckg&autoplay=1
domingo, 20 de outubro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)